Resenhas

Cidades de Papel – John Green

 

cidades de papel

“Em Cidades depapel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.

Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.

Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.”

Este foi o meu quarto livro do John Green e, decidi lê-lo justamente porque não gostei dos dois últimos (“O Teorema Katherine” e “Quem é você, Alasca?”), então quis ler mais um para tentar entender toda a fama ao redor do Mr. Green.

A história é contada por Quentin Jacobsen, o “Q“, que é um adolescente apaixonado por sua vizinha, a linda, inteligente e popular Margo Roth Spiegelman.
Q e Margo são amigos desde os 2 anos de idade, porém se distanciaram após um evento inesperado e marcante ter acontecido na vida dos dois quando eles tinham 10 anos e brincavam num parque de diversão.

 “Ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um.”

Claro que as suas vidas seguiram rumos diferentes, eles se tornaram pessoas completamente diferentes uma da outra, e tudo continuaria desta forma, se Margo não decidisse, anos após o incidente no parque, bater em sua janela no meio da noite. Ela estava camuflada e com sede de vingança e, para isso, precisava da ajuda de seu amigo de infância, que era o único a quem ela poderia confiar para executar todo aquele plano maléfico.

“Eu escolhi vir com você. E você me escolheu. – E então ela me encarou: – É como uma promessa. Pelo menos esta noite. Na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Na riqueza e na pobreza. Até que o sol nos separe.”

Depois de uma noite inesquecível, cheio de surpresas e regras quebradas ao lado de sua amada, Q tem que voltar para a vida normal de sempre.
Porém Margo decide desaparecer, deixando somente algumas pistas quase que indecifráveis, e aí a aventura realmente começa.
Q decide que vai encontrá-la, e com a ajuda de seus amigos Radar, Ben e Lacy, eles começam a seguir pistas que são tão indecifráveis quanto a própria Margo, e quanto mais se aproximava dela, mais ele tinha certeza de que não a conhecia.

“É muito difícil ir embora – até você ir embora de fato. E então, ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.”

Uma das características mais marcantes do John Green, é a forma delicada com que ele escreve sobre adolescentes, o que faz com que nós fiquemos totalmente presos aos livros e às palavras verdadeiras que ele escreve e descreve as pessoas e as situações.
Eu, sinceramente, não consegui aceitar a Margo, não simpatizei com as atitudes e a forma de pensar dela. Mas já com o Quentin, eu realmente me encantei e achei admirável a determinação que ele mostrou durante todo o livro.

“A cidade era de papel, mas as memórias, não.”

O final não é previsível, o que me deixou feliz e surpresa, e a história demora um pouco mais para se desenrolar, mas para este caso, isto não foi ruim.

Este foi mais um livro do Mr. Green que eu não amei, mas posso dizer que gostei bastante da história. Indico para quem quer um romance em que adolescentes estão se descobrindo, ou mesmo para quem quer somente uma leitura leve e que te prenda do início ao fim.

 

Vocês já leram Cidades de Papel? O que acharam?
Concordam com o que eu escrevi?

Deixem as opiniões de vocês nos comentários! 😉
Até a próxima!

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17 comentários em “Cidades de Papel – John Green

  1. Olá Naiade, boa tarde! 😀

    Preciso dizer que eu absolutamente, verdadeiramente, AMO Cidades de Papel. É meu livro preferido do tio João Verde, com ACEDE logo atrás. Amei o discurso sobre o quanto conhecemos a pessoa, e o quanto achamos que conhecemos. O que nós criamos na nossa cabeça versus quem ela é de verdade. Mas não só esse debate me interessou, os personagens também me cativaram. Principalmente o Q e o Ben – o segundo por seu humor, o primeiro, bom, por tudo. E não gostei da Margo, mas também não desgostei. Não sei, acho que ela foi muito para o extremo do desapego, não consegui me relacionar…
    Enfim, adorei a resenha. Abraços e ótimo fim de semana! 🙂

    https://confissoesdeumleitor.wordpress.com/

    1. Oi Liah!
      Eu gostei bastante também deste livro, mas confesso que o John Green não me cativou tanto. Talvez eu não seja muito fã desse estilo que ele escreve, não sei hahahha
      Mas a forma como ele escreve realmente prende a gente do começo ao fim!

      Muito obrigada pela visita e pelo comentário! 🙂

      1. Hey, bom dia!
        Bom, por enquanto li três livros dele, gostei de dois, o terceiro (O Teorema Katherine) achei mais ou menos. Ainda não tenho uma opinião concreta sobre o autor, apesar de ter gostado até então. E sim, também me sinto presa do começo ao fim do livro, sem querer parar, hehe.
        Imagina, não precisa agradecer. Abraços e ótima semana 😀

  2. Naiade, eu até que compreendo todo o sucesso que o John Green está fazendo por aí: ele escreve sobre adolescentes, mas não apenas para eles. Ele usa uma linguagem simples, trata de temáticas do tipo “sessão da tarde” e não tem um estilo experimental. Ou seja, seus livros são leituras fáceis, e é inegável que ele tenha o dom de envolver os leitores. Fazendo isso, ele acaba escrevendo para a maioria das pessoas, porque a maioria das pessoas não consegue desenvolver seu gosto literário por buscar sempre as leituras mais fáceis. E sendo um dos melhores que escrevem para esse público, é claro que faz sucesso e vende muito. 🙂

    Eu comprei “A culpa é das estrelas”, depois de ler tanta gente endeusando esse livro. Dei-o de presente para a minha mãe, e ela amou. Eu tentei ler, mas não gostei e acabei abandonando (até porque minha ainda estava lendo quando eu comecei, e não dava pra ficar competindo com ela hahaha). Mas em breve tentarei novamente, então escreverei uma resenha lá para o blog.

    Um abraço!
    Te espero lá no meu: http://www.literasutra.com

    1. Oi Monalisa!
      Acho que você definiu bem o motivo de tanto sucesso para o John Green.
      E eu também acho que ele escreve de uma forma cativante, e por tratar de temas que, digamos assim, os adolescentes presenciam, ele atrai mesmo o público alvo!

      Eu acho ótimo esse sucesso dele, pois de uma forma ou de outra, ele tem atraído cada vez mais a atenção dos jovens, o que faz com que tenhamos mais leitores, não é?

      Então, no final das contas, isso é ótimo!

      Obrigada pela visita! 🙂
      Até mais!!

    1. Oi Danielle!
      Acho que o John Green é o tipo do autor que ou você gosta, ou não gosta! Não tem meio termo, sabe?
      O que eu menos gostei foi O Teorema Katherine, mas acho que se você já gostou destes dois que leu, deve gostar dos próximos também! 🙂

      Obrigada pela visita!
      Até mais!

  3. Oi Naiade!
    Vim agradecer seu comentário lá no blog. Muito obrigada pela visita.
    Espero que vc tome coragem de fazer o desafio da Rory Gilmore! rs
    Uma das razões que me levaram a querer fazê-lo é justamente o fato de eu não ter lido muitos dos livros que a Rory leu…e poder me desafiar realmente a ler algo que talvez por livre e espontânea vontade eu não leria. Acho que essa é a graça. Às vezes acabamos nos surpreendendo. Isso é tão bom, né?
    Também não sei se irei conseguir cumprir o desafio em sua totalidade, até pq a lista é MUITO longa e há livros que eu realmente não sei se vou querer ou se conseguirei ler. Por exemplo aquele The Bell Jar da Sylvia Plath…uma amiga minha curte muito essa autora e me disse que é extremamente depressivo…que vc tem que estar bem pra ler…eu sou sensível, não sei nem se quero ler! hahahaha Veremos!
    Se decidir fazer me avise! rs Mais uma vez obrigada pela visita!
    Beijão!

    1. Oi Vanessa!
      Imagina, não precisa agradecer, eu adoro passear por blogs de literatura! hahaha
      Eu adoooro Gilmore Girls, e confesso que queria mesmo fazer esse desafio, só preciso tomar coragem! HAHAHA
      E o que você falou faz muito sentido, é um desafio mesmo! Vou pensar com carinho nessa ideia e tentar me encorajar um pouco para fazer essa “loucura” 😉

      Obrigada pela visita também!
      Beijos!

    1. Oi Karen!
      Pois é, eu ainda não sei direito o que pensar sobre o John Green.
      Acho que ele escreve muito bem, e de uma forma que prende o leitor, mas também não acho que seja algo extraordinário não…

      Obrigada pela visitinha!
      Beijos!

  4. Como falei no meu post sobre o John Green, achei Cidades de Papel cansativo, mas gosto muito da moral da história, o que faz o livro todo valer a pena. O seu blog também é uma graça, vou voltar mais vezes 😉

    Beijos

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