Aleatório

Escritora? Eu?

Oi gente!

Hoje venho aqui compartilhar com vocês um conteúdo um pouco diferente. Já adianto que isso não acontecerá com frequência, mas eu quis publicar isso mesmo assim.


Espero que vocês gostem e, caso tenham alguma dica pra me ajudar, deixem nos comentários 🙂

Aqui começa uma história, que não sei se vou terminar, mas mesmo assim vou tentar.

Minha vida é bem sem graça. Não sou diferente de ninguém: Me formei na faculdade, trabalho, leio livros, tenho poucos amigos, gosto de sair para jantar, tenho a auto estima em níveis negativos, de tão baixa. Amor próprio? É… de vez em quando a gente se encontra por aí, mas é raro.

Eu me lembro de quando era pequena, gostava de desenhar bonecos de palito (nunca soube nada melhor que isso), ler gibis e escrever! Eu escrevia poeminhas bobos, mas que faziam me achar a melhor escritora de todos os tempos. Sonhava em publicar o meu livro, em ficar conhecida por escrever bem.
Eu adorava escrever, principalmente quando estava triste. Sabe aquelas decepções amorosas dramáticas que tínhamos quando éramos adolescentes? Isso era a minha maior inspiração!
Com o passar do tempo, fui crescendo, e deixei a escrita pra lá, afinal de contas, as decepções vão diminuindo conforme vamos envelhecendo.
Falando em decepções, me lembrei do garoto do meu primeiro beijo, eu escrevi um poeminha pra ele também. Quando mostrei a minha preciosa obra pra ele, ele riu de mim. Diria que foi um tanto desencorajador, mas ok.
Voltando à escrita, lembro que o meu último texto foi escrito há pelo menos 7 anos, e é claro que a minha inspiração foi uma grande decepção. Eu adorava escrever coisas tristes, até porque eu conseguia deixar parte da minha tristeza no papel, e isso deixava a minha vida mais fácil.

Eu fiz uma faculdade, Engenharia da Computação. Pode parecer estranho, pra você aí que não me conhece, mas eu sonhava em ser programadora (menina com vários sonhos :D). Na minha cabeça, eu queria trabalhar com programação, e nas horas vagas escrever meu livro.

Quando eu li Harry Potter, eu decidi que seria a próxima JK Rowling, já que sempre fui boa na arte da escrita. Mas de qualquer forma, primeiro eu precisava ter um sustento, e isso seria na programação.

Vocês devem estar pensando que agora é o momento em que eu faço um grande anúncio, do lançamento do meu novo livro, o segundo da série, e agradecendo por transformarem o primeiro deles em um best-seller, né? Euzinha, a versão feminina do Mark Zuckerberg com um adicional de JK Rowling do Brasil.
Bom… a história não é bem assim, sinto em lhes dizer!
A programação não deu certo pra mim, porque a vida me levou por outros caminhos. Bem, na verdade eu me deixei levar. Não posso dizer que odeio o que eu faço, claro que não! Mas fica aqui a nota de que tive uma decepçãozinha com relação a isso.
E não, eu não me tornei a escritora que sonhava porque, como eu disse ali em cima, o meu último texto foi escrito há uns 7 anos, e depois disso eu simplesmente não escrevi mais nada! Não fiz cursos para melhorar minha escrita, não busquei inspirações, nem nada.
Encontrei outras formas de dividir minhas tristezas e, antes que vocês pensem besteira, foi o videogame!

E por que eu estou contando tudo isso? Porque eu tenho me sentido angustiada, mas não sei dizer o motivo. O que me fez lembrar que antigamente, com uma situação dessas, eu escreveria, e compartilharia minha angústia, seja lá qual for, com o papel (ou com o notepad, no caso). Eu percebi que a escrita me faz muita falta.
Não, eu não vou me tornar a JK Rowling brasileira, e a escrita nunca será meu sustento. Mas falar disso faz meu coração bater mais forte. Com 25 anos (quase 26), uma carreira sendo construída, eu quero ser escritora! Eu quero ir atrás do que manda o meu coração. Com todo esse ódio gratuito sendo distribuído por aí, acumular esses sentimentos em mim não me fará bem.
Quero encontrar inspirações, motivação para escrever e compartilhar meus sentimentos, não só os ruins, com quem estiver disposto a ler.

Em tempos de guerra, todos querem paz. E eu quero encontrar a minha paz escrevendo, seja lá como for.

 

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